Parque da Cidade de Camaragibe

O Parque Camaragibe foi concebido com o objetivo de solucionar um sério problema ambiental que está diretamente ligado à melhoria da qualidade de vida de uma cidade: a carência de espaços de lazer e prática adequada de esportes para sua população, bem como, devido a preocupação em se promover a inclusão social, já que, um equipamento como este ajuda na integração entre todos os setores da cidade e no desenvolvimento econômico local. A demanda por um equipamento deste porte foi objeto de deliberação de diversos fôruns de discussão como: a 1. e 2. COMEC (Conferência Municipal de Educação) 97/99; a P COMUCA (Conferência Municipal da Criança e do Adolescente) 99; II Seminário de Desenvolvimento Local/98; Seminário de Cultura/99; e do Conselho de Delegados da Administração Participativa 97/99. O primeiro parque da cidade está situado no entorno da casa do antigo Engenho Camaragibe, no encontro da PE-5 com a PE-27, principais eixos de acesso à cidade (ver figura 01). O Casarão do Engenho Camaragibe e sua área circundante, foi tombado como patrimônio histórico do Estado de acordo com a resolução N0 01/87, do Conselho Estadual de Cultura de 05/05/1987 e homologada pelo Governo Estadual através do DECRETO N. 12.550 de 07/08/1987. Posteriormente, a Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo do Município, aprovada em 31/12/1 997 sob o n. 032/97, define o Casarão e seu entorno como integrante da Zona Especial de Preservação Cultural. De acordo com o Programa de Desenvolvimento Local, a área faz parte do Território de Oportunidades 01, cujo potencial identificado éo desenvolvimento de atividades voltadas para o turismo cultural e o ecoturismo. Implantado em um sítio de 18.817,937m2, o Parque Camaragibe hoje, recebe em média por dia, cerca de xxxx pessoas , de todas as partes do município, e ainda de cidades vizinhas, oferecendo o seguinte programa (ver fotos ao lado): . Playground para atividades infantis, contendo banco de areia, escorregos, balanços, trenzinho, etc.; Área de Ginástica com orientação para as atividades desportivas da populaçao.

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O local escolhido para a construção do parque estava sendo disputado entre o município e o Governo do Estado de Pernambuco que pretendia construir, nesse mesmo espaço, um viaduto. Para ela, a construção de um viaduto era e continua sendo importante e necessária para a cidade, mas o local escolhido mostrava-se inadequado. Reuniões foram realizadas para discutir esse impasse entre o município e o Governo do Estado que resultaram num acordo: o Governo foi convencido de que aquele não era o melhor local para a construção de um viaduto. “Daí, nós começamos a construir o parque”, afirma Carminha Lins.
Uma das ações iniciais empreendidas pela prefeitura foi a drenagem do terreno - que por ser privado (pertence ä família Amazonas McDowell), nunca tinha passado por um tratamento semelhante. Nas épocas de chuvas, a entrada da cidade se transformava num rio: a falta de drenagem provocava inundações na área e a população que residia no bairro da INAB, que é próximo à entrada da cidade, era a que mais sofria.

De acordo com Luciano Ferreira, “já houve até enchente: em 1974, a água chegou a altura de mais ou menos 1,40m. Hoje, você não vê mais isso; pode chover a vontade porque a drenagem foi bem feita e graças à construção do parque” relembra ele com um ar de alívio.
À essa obra estrutural seguiu-se a construção do parque que conta atualmente com pista de cooper, parquinho infantil, área reservada para exercícios físicos e um prédio que abriga a administração do parque. A recém criada bandeira de Camaragibe também se encontra hasteada no local. Com o objetivo de melhorar a qualidade de vida das pessoas que freqüentam o espaço, houve a preocupação de instalar uma área verde que ocupasse um espaço considerável com jardinamento, gramado e gradil de árvores. Possivelmente são esses elementos verdes que proporcionam ao visitante um ar mais puro e um ambiente, embora movimentado pelo vai-e-vem das pessoas que circulam no parque, porém mais relaxante.


O custo da construção do parque foi dividido entre o Governo do Estado de Pernambuco, que entrou com 30% do valor, e a prefeitura de Camaragibe que arcou com os 70% restantes. Já as obras estruturais, como a drenagem do terreno por exemplo, foram financiadas integralmente pelo município. Outra parceria firmada na construção do parque foi com a Philips do Brasil que doou 70% da iluminação do parque. “Nós tentamos dar um caráter avançado a esse equipamento visto que construir um parque desse porte e continuar com uma infra-estrutura do passado não iria atender a demanda e nem alcançar os objetivos que pretendíamos”, esclarece Carminha Lins.


Além da idealização da estrutura do parque, houve por parte da Fundação de Cultura, a preocupação de educar a população, após o parque ter sido inaugurado, para que usufruísse desse espaço público de forma correta. “Estamos agora com um projeto de educação para a utilização do parque, visto que a população não percebe que aquele espaço é de todos e por isso, depredam, jogam lixo, quebram plantas”, explica Carminha Lins. Pensando nisso, a Fundação providenciou a contratação de atores e atrizes que estão diariamente no parque para orientar a população sobre as melhores formas de utilização das instalações do espaço, assim como assuntos relacionados à segurança, preservação ambiental e respeito ao próximo. De acordo com ela, a preservação desse espaço não depende apenas do poder público, mas também da população. Outra ação educativa foi a instalação de uma placa na entrada do parque, onde estão enumeradas recomendações e proibições para os usuários, tendo como objetivo a saúde e a segurança de quem freqüenta o lugar.


Localizado entre a BR-408 e a Avenida Belmiro Correa, o Parque Memorial Camaragibe ocupa a área que foi cedida, em regime de comodato durante dez anos, a Prefeitura de Camaragibe pela família Amazonas McDowell. Por se tratar de um comodato, e não de uma doação de terreno, a família McDowell fez algumas exigências para a construção do parque: “A nossa intenção era que esse parque servisse como uma área para cooper, caminhadas, etc., mas exigimos que ele não abrigasse eventos com bandas ou coisas barulhentas porque é muito em cima da casa e incomodaria as pessoas que moram no imóvel”, afirma Maria Anita McDowell dos Santos, 74 anos, uma dos onze filhos da proprietária atual do Engenho Camaragibe Maria Anita Amazonas McDowell.


Segundo Maria Anita McDowell, embora tenha sido de iniciativa da prefeitura do município, a construção do parque veio ao encontro da vontade da família de ter essa área utilizada. Para ela, o parque valorizou o imóvel do Engenho Camaragibe, visto que a área estava anteriormente tomada pelo mato e por bichos. Opinião semelhante possui Carminha Lins que vê no parque um motivo para chamar a atenção da população para a Casa. “Antes do parque, quando a pessoa chegava na cidade, só conseguia ver o telhado da Casa ou, quando passava pela lateral, conseguia ver um pedacinho; hoje em dia, você tem um plano da Casa como um todo”, explica Carminha.


O Parque Memorial Camaragibe está localizado numa área que foi tombada pela FUNDARPE - Fundação de Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco - juntamente com a casa-grande. Devido a isso, o projeto de sua construção teve que passar pela análise dos técnicos dessa Fundação. “Quando nós tomamos conhecimento, o projeto de construção do parque já fora iniciado. Então, nós pedimos à Prefeitura uma cópia do projeto para análise. Após isso, elaboramos um parecer favorável à construção e encaminhamos ao Conselho de Cultura que também se posicionou favorável”, detalha Rosa Virgínia de Sá Bonfim, gerente do Departamento de Preservação e Tombamento da FUNDARPE.

• Pista de Cooper e Ciclovia com 50Cm de extensão cada;
• Espaços de Convivência, com bancos e área verde para contemplação;
• Bloco Administrativo, com sala para atendimento médico, zeladoria, depósito e bateria de banheiros para o público;
• Espaço Lúdico, com pátio para pequenos atos culturais;
• Areas de Serviço, abrigando a Subestação, medidores e reservatórios.
* Trabalharam no projeto do parque: Gilka caminha (Arquiteta), Eduardo Moura (Sec. de Planejamento), Lygya Costa(Arquiteta), Flávia Conceição, Alexandre Lopes (Sec. de Obras), Cláudio, Henrique Lorena ( Arquiteto colaborador)